
quinta-feira, 27 de novembro de 2008
segunda-feira, 28 de julho de 2008
No divã ii

(...)
Paciente: Sempre pensei que o nosso cérebro era cheio de gavetinhas e nós íamos para lá arrumando as coisas.
Terapeuta: Não acha mais?
P: Não... Quer dizer, não sei... às tantas são tantas as coisas que já não há gavetas que aguentam.
T: Precisaria de mais gavetas?
P: Sim, muitas mais...
T:E qual o mal das que tem?
P: são poucas... ou então estão desarrumadas por dentro e não cabe lá tudo...
T: E porque é que tudo tem de estar arrumado em gavetas?
P: Para não confundirmos as coisas...
T: Humm... Mas assim também não fica tudo separado? Experiências boas, más, emoções fortes, alegrias, prazeres, desejos, tristezas, vontades...?
P: Fica, mas é de propósito. Só consigo lidar com uma emoção de cada vez... Agora por exemplo vou ter de ir "buscar" a gaveta dos dilemas, ponho isto para lá bem arrumado e não me angustio mais com isto...
(...)
Sem Ring a Bell?
sexta-feira, 9 de maio de 2008
No divã i
Paciente: Sim, sim... mas não lembro...
T: Estava aqui a pensar que se calhar não se lembra porque se quis esquecer dele.
P: às tantas sim... na verdade durante o dia a vida é tão medonha que até parece que estou a trair o meu sofrimento quando os sonhos me levam para mundos de alegria e magia. E eu não quero ser infiel ao meu sofrimento... é tudo o que me resta...
T: e o sonho também...
Sem Ring a Bell?