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quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Sítios que me enchem* a alma ix


* ou encheriam, ou hão-de encher... Hei-de lá ir, em vida ou não. Tenho de lá ir!!

Ring a Bell?

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

domingo, 17 de agosto de 2008

Sons xxiv

*Beatriz- cantada pelo Milton Nascimento

Vénia ao Chico Buarque e ao Edu Lobo por terem criado esta maravilha e ao Milton por a ter interpretado sublimemente...

Ring a Bell?

sexta-feira, 28 de março de 2008

Coisas que por aqui se lêem i

- Desde tempos imemoriaisque não se pode separar a poesia do simbolismo. Andam sempre juntos, como o pirata e a sua garrafa de rum.
- Acreditas que a senhora Saeki sabia o significado das palavrinhas todas?
Oshima levanta a cabeça, atento ao barulho do trovão, como se quisesse calcular a que distância a trovoada estava.Vira-se para mim e abana a cabeça.
- Não forçosamente. Simbolismo e significado são duas coisas diferentes. Penso que ela encontrou as palavras certas subvertendo processos que se prendem com o significado e a lógica. Apanhou as palavras num sonho, como quem deita delicadamente a mão às asas de uma borboleta que anda ali a esvoaçar. Os verdadeiros artistas são aqueles que se conseguem furtar à tentação da verborreia.
- Estás a querer dizer que, se calhar, a senhora Saeki encontrou essas palavras num outro espaço- em sonhos,por exemplo?
- É o que acontece quase sempre na boa poesia. Se as palavras não logram criar uma espécie de túnel profético que lhes permita chegar até ao leitor, o conjunto deixa de funcionar como poema.

Haruki Murakami, Kafka à beira-mar


Ring a Bell?

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

Palavras que peço emprestadas a músicas para co(a)ntar o que me vai na alma i

Quando olhaste bem nos olhos meus,
E o teu olhar era de adeus,
Juro que não acreditei!
Eu te estranhei
Me debrucei sobre o teu corpo e duvidei.



Ring a Bell?

terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

(Apenas) Poesia i

Passei toda a noite, sem dormir, vendo, sem espaço, a figura dela,
E vendo-a sempre de maneiras diferentes do que a encontro a ela.
Faço pensamentos com a recordação do que ela é quando me fala,
E em cada pensamento ela varia de acordo com a sua semelhança.
Amar é pensar.E eu quase que me esqueço de sentir só de pensar nela.
Não sei bem o que quero, mesmo dela, e eu não penso senão nela.
Tenho uma grande distracção animada.Quando desejo encontrá-la
Quase que prefiro não a encontrar,Para não ter que a deixar depois.
Não sei bem o que quero, nem quero saber o que quero. Quero só Pensar
nela.
Não peço nada a ninguém, nem a ela, senão pensar.


Alberto Caeiro


Ring a Bell?